TABELA DE DISTRIBUIÇÃO
DE QUATRO CARTAS
De uma forma geral saber jogar pela
distribuição mais provável dos Ases é um pré requisito a todo bom jogador
de Bridge. Nesse texto procuramos expor a teoria dessa situação que se aplica
a quaisquer 4 cartas que necessitamos de um suporte teórico para uma devida
tomada de decisão.
A DISTRIBUIÇÃO A PRIORI a distribuição de quais 4 cartas, por exemplo AKQJ
num naipe ou dos 4 Ases, como na tabela abaixo, obedecem as seguintes porcentagens:
| # Ases | Probabilidade em 13 cartas | Probabilidade em 26 cartas |
| 0 A | 30,38% | 5,52% |
| 1 A | 43,88% | 24,97% |
| 2 A | 21,35% | 39,02% |
| 3 A | 4,12% | 24,97% |
| 4 A | 0,26% | 5,52% |
A distribuição A PRIORI de quais 4 cartas nas 4 mãos, digamos dos Ases, obedecem as seguintes porcentagens:
| Distribuição dos Ases | 4-0-0-0 | 1-1-1-1 | 2-2-0-0 | 3-1-0-0 | 2-1-1-0 |
| Porcentagens | 1,06% | 10,55% | 13,48% | 16,48% | 58,43% |
Como se pode observar acima, a
distribuição 2-1-1-0 (2 Ases numa mão, 1 Ás numa segunda mão, outro Ás numa
terceira mão e nenhum Ás numa quarta mão) é destacadamente a mais provável.
No entanto, isto não quer dizer que após as cartas terem sido dadas e você
ter sido o declarante de um contrato, que ao ver que você tem 1 Ás no morto e
outro Ás em sua mão, que a maior chance dos outros 2 Ases é estarem juntos.
Na
verdade, após as cartas terem sido dadas e o Declarante estiver carteando uma
mão em que dois Ases estão com os oponentes, independentemente dos seus
outros dois
Ases estarem 1 a 1 ou 2 a 0 entre a mão e o
morto, a distribuição fixada entre a mão e o morto já eliminou várias
outras distribuições priorísticas das distribuições dos Ases, e o correto agora é jogar pelos
Ases divididos 1 a 1 entre os oponentes, caso na fase de Leilão nenhum dos oponentes
tenha mostrado concentração de cartas altas.
No entanto, caso faltem 3 ases e um dos oponentes tenha mostrado possuir 2 Ases,
o outro faltante tem sua maior chance de estar com quem não mostrou nenhum Ás.
Igualmente quando não temos informação nenhuma de Leilão e ficamos só numa
análise nas 4 cartas maiores de um naipe onde faltam A e J devemos supor que
ambos estão separados. Da mesma forma se faltam K e Q ou se faltam K e J
devemos supor que eles estão separados.
Essas pequenas chances adicionais servem de base para tomada de decisões em
carteios, pois no Bridge deve-se sempre jogar na máxima chance e quando não
há informações no Leilão, ou durante o desenvolvimento de um carteio, temos
que recorrer as probabilidades a priori para tomarmos nossas decisões de
máxima chance diante dos dados que temos.
Uso de Análise Combinatória no cálculo da chance de uma mão ter os 4 Ases:
Inicialmente precisamos calcular o número de combinações de 52 cartas tomadas
13 a 13.
52C13
= 52! / (39! x 13!) = 635.013.559.600
Agora para se calcular a chance de receber uma mãos com os 4 Ases devemos
excluir as 4 cartas fixadas e variar as demais:
1 x 48C9
= 48! / (39! x 9!) = 1.677.106.640
dividindo isso dentre as mãos possíveis temos a chance de receber a mão com
os 4 Ases:
635.013.559.600 / 1.677.106.640 = 378 ou seja 1 chance em 378
possíveis = 0,26%
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